Regressar a casa após fratura: um estudo qualitativo com triangulação de fontes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.33194/rper.2026.46471

Palavras-chave:

Pessoa idosa, fratura fémur, transição

Resumo

Introdução: Na pessoa idosa, as fraturas, frequentemente associadas a quedas, constituem um problema sério, pelo declínio funcional que condicionam e consequente dificuldade no retorno ao status funcional prévio. Esta ocorrência impacta significativamente a vida da pessoa idosa, família e igualmente os serviços de saúde. O objetivo deste estudo foi caracterizar a perceção da pessoa idosa, familiares cuidadores e enfermeiros sobre o processo de transição para casa após fratura da extremidade proximal do fémur.

Metodologia: Estudo qualitativo, enquadrado no paradigma interpretativo. Os participantes foram pessoas idosas com fratura da extremidade proximal do fémur submetidas a cirurgia, seus cuidadores e enfermeiros a exercer funções no hospital e nos cuidados de saúde primários, numa Unidade Local de Saúde da região centro de Portugal. Os dados foram colhidos através de entrevistas semi-estruturadas e Focus Group, que foram gravados e transcritos. Foi efetuada análise dos achados e triangulação das fontes, com apoio do software Meetpulp®.

Resultados: Os participantes foram 15 pessoas idosas, 15 cuidadores e 10 enfermeiros. A triangulação dos dados permitiu identificar categorias: preparação atempada da alta, capacitação para o regresso a casa (informação, instrução, supervisão e suporte), continuidade da informação, continuidade do programa de reabilitação, comunicação. Os participantes percecionam o problema com influência nas dimensões pessoal (pessoas idosas, famílias e enfermeiros), na organizacional e política (enfermeiros).

Conclusão: Sobressaiem deste estudo dificuldades, necessidades e oportunidades para a transição da pessoa com fratura no regresso a casa, com orientações para a prestação direta de cuidados a estas pessoas, integração dos cuidados e suporte nos primeiros dias após regresso a casa. A análise desses aspetos, pode-se constituir como uma base para a reorganização dos serviços de saúde, na procura da melhor resposta para estas necessidades, garantindo uma transição segura e prevenindo perda de capacidade funcional nestas pessoas.

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Biografia Autor

Paula Rocha, Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu, Viseu, Portugal

Paula Rocha concluiu o Bacharelato em Enfermagem em 1995, na Escola Superior de Enfermagem da Guarda. Em 2001 concluiu a Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem de Viseu. Em 2007 concluiu a Pós-Licenciatura de Especialização em Enfermagem de Reabilitação na Escola Superior de Enfermagem de Viseu. Em 2011 concluiu o Mestrado em Enfermagem de Reabilitação na Escola Superior de Saúde de Viseu. Em 2012 concluiu o Mestrado em Gestão de Unidades de Saúde na Universidade da Beira Interior. Em 2013 concluiu a Pós-Graduação em Ventilação Não Invasiva na Escola Superior de Enfermagem Dr. Lopes Dias. Em 2018 concluiu a Pós-Graduação em Enfermagem do Trabalho na Escola Superior de Saúde de Viseu. Em 2022 concluiu o Curso Breve de Supervisão Educacional e Clínica em Enfermagem, na Escola Superior de Saúde de Viseu. Desde 2020 frequenta o Curso de Doutoramento em Enfermagem, na Universidade de Lisboa/Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. É aluna do Three-year programme of the EANS Summer School for Doctoral Studies. Foi enfermeira no Hospital de Santo António dos Capuchos de Lisboa de 1995 a 1997. Desde esta data exerce funções no Hospital Sousa Martins da ULS da Guarda, exercendo desde 2009 funções como Enfermeira Especialista de Reabilitação no Serviço de Pneumologia e atualmente no Serviço de Ortopedia. Foi Professora convidada da Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico da Guarda e Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viseu. É Membro da Comissão de Investigação e Desenvolvimento do Centro Académico Clínico das Beiras (CACB). É Investigadora integrada no Centro de Investigação, Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem de Lisboa (CIDNUR). É Co-Responsável pela implementação dos Sistemas de Informação em Enfermagem na Unidade Local de Saúde da Guarda. É Co-Responsável pela elaboração e implementação de Projetos Pioneiros (Reabilitar+; Habilitar; Global Care; Programa TOMBO - Terapêutica Ocupacional Multidisciplinar de Benefício na Osteoporose). Possui 11 artigos publicados na área da Reabilitação. Realizou 49 comunicações orais em eventos científicos e apresentou 49 pósteres em eventos científicos. Integrou a comissão organizadora de 5 eventos. Recebeu 16 prémios/menções honrosas, das quais se destaca o Prémio de Excelência (no valor de 1500 euros) atribuído pela Ordem dos Enfermeiros em 2012. Teve ainda um Reconhecimento formal da APDH, em 2018, com a atribuição do Certificado de Boas Práticas. Integra a Bolsa de Peritos da Ordem dos Enfermeiros. Desde 12/4/2023 exerce funções como Prof Adjunta na Escola Superior de Saúde de Viseu do Instituto Politécnico de Viseu (ESSV - IPV).

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Publicado

2026-07-20

Como Citar

1.
Rocha P, Henriques MA, Costa A, Batista S, Albuquerque C, Baixinho C. Regressar a casa após fratura: um estudo qualitativo com triangulação de fontes. Rev Port Enf Reab [Internet]. 20 de julho de 2026 [citado 19 de setembro de 2026];9(1):e46471. Disponível em: https://rper.pt/article/view/46471

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Artigo original reportando investigação clínica ou básica