Intervenção de Enfermagem à pessoa com deglutição comprometida no contexto neurocirúrgico

Autores

  • Inês Agostinho Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental, Entidade Pública Empresarial, Portugal https://orcid.org/0000-0002-9570-3926
  • Mafalda Teixeira Fernandes Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental, Entidade Pública Empresarial, Portugal https://orcid.org/0009-0003-6149-557X
  • Ricardo Cunha Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental, Entidade Pública Empresarial, Portugal https://orcid.org/0009-0006-2981-0834
  • Ana Figueiredo Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental, Entidade Pública Empresarial, Portugal https://orcid.org/0009-0002-0386-6654
  • Ricardo Picoito Núcleo de Investigação e Formação em Enfermagem, Centro de Inovação e Investigação Clínica da Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal https://orcid.org/0000-0002-7719-5227
  • Bruno Morgado Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre. CARE - Centro de Investigação em Saúde e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Portalegre, Portugal https://orcid.org/0000-0002-9931-3677

DOI:

https://doi.org/10.33194/rper.2026.44682

Palavras-chave:

Transtornos de Deglutição, Deglutição, Cuidados de Enfermagem, Neurocirurgia

Resumo

Introdução: A deglutição comprometida constitui um problema frequente em pessoas com patologia neurocirúrgica associando-se a um maior risco de complicações e ao aumento do tempo de internamento. Neste contexto, assume-se como uma área de investigação prioritária na especialidade de enfermagem de reabilitação decorrente das intervenções autónomas do enfermeiro nesta dimensão clínica. A utilização sistemática do Gugging Swallowing Test (GUSS) pode apoiar a identificação precoce de alterações da deglutição, garantir a segurança da pessoa e apoiar a tomada de decisão clínica.

Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo, observacional e transversal, realizado numa unidade de internamento neurocirúrgica, incluindo 81 participantes avaliados entre março de 2024 e 2025. Foram recolhidos dados sociodemográficos e clínicos, aplicando-se o GUSS para caracterização da deglutição.

Resultados e discussão: Dos participantes incluídos, 51,8% apresentaram disfagia moderada, 21% grave e 14,8% ligeira, sendo que 12,3% não evidenciaram alterações de deglutição. A maioria dos participantes (79%) manteve alimentação por via oral segura, enquanto 7% necessitaram de colocação de sonda nasogástrica (SNG) para prevenção de complicações. Destaca-se a remoção de 24 sondas nasogástricas após avaliação especializada. A consistência tipo pudim foi a mais prescrita (40%), seguida de mel (34%) e néctar (26%). No período analisado, 87,7% dos participantes apresentaram deglutição comprometida. Durante o período de observação, não foram registadas complicações associadas nos participantes avaliados.

Conclusão: A aplicação sistemática do GUSS sugere benefício na identificação precoce da deglutição comprometida, reforçando a importância de protocolos padronizados e da capacitação das equipas de enfermagem na segurança alimentar e reabilitação, embora o desenho do estudo possa limitar a inferência de causalidade.

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Publicado

2026-05-22

Como Citar

1.
Agostinho I, Teixeira Fernandes M, Cunha R, Figueiredo A, Picoito R, Morgado B. Intervenção de Enfermagem à pessoa com deglutição comprometida no contexto neurocirúrgico. Rev Port Enf Reab [Internet]. 22 de maio de 2026 [citado 10 de junho de 2026];9(1):e44682. Disponível em: https://rper.pt/article/view/44682

Edição

Secção

Artigo original reportando investigação clínica ou básica